sábado, 10 de novembro de 2007

Apesares

Algumas cabeças voaram, mas o autor talvez ainda me deixe viva...

Infelizmente, ele voltou!
Depois de vinte e um dias visitando a metrópole do norte (EUA), a “convite” do Departamento de Estado da Presidência do Governo Estadunidense, o prefeito de Iguatu, guardo-me o direito de não escrever o seu nome, retorna a cidade, sendo acolhido pelos braços inocentes de nosso povo.
Segundo a acessoria do prefeito, ele foi um dos dois escolhidos pelo governo estadunidense. “Lá ele terá a oportunidade de conhecer as experiências bem sucedidas nos municípios americanos”.
Primeiro, eu gostaria de lembrar aos nossos caros munícipes que o Brasil também é América, assim como a Venezuela o é, como Cuba o é, como o México o é, como o Chile o é, como o Equador o é, etc...
Segundo, esse país que se julga América, não pode ser tomado como modelo de desenvolvimento, isso porque, por lá, a educação não permite a sua população um conhecimento amplo sobre a sociedade, colocando sempre um “tapão” nos assuntos que possam ferir a imagem de um estado forte e detentor do universo.
Sobre a saúde, vimos em Sicko, um genial documentário de Michael Moore, que a situação, por lá, é calamitosa, não posso deixar de relacionar o sistema de saúde deles com o nosso, ou seja, lá, assim como aqui, a população pobre vê-se entregue à sorte, ao léu. E mais, a pobreza nos Estados Unidos aumentou, no ano passado, para 12,7% da população, segundo dados do censo estadunidense. De acordo com os dados, há 37 milhões de pessoas vivendo em condições de pobreza no país, um acréscimo de 1,1 milhão em relação a 2003. Percebam que os dados são de 2004, hoje, essa situação só tem se agravado. O desemprego, por lá, só cresce, o Estado prefere conter certas taxas de juros a empregar os quase dez milhões de desempregados.
Amigos, é esse o modelo que queremos em nossa cidade?
É essa a qualidade de vida que julgam nos dar?
Chegou à hora de dizermos “não senhor”, de caminharmos com as nossas próprias pernas, pelo bem do povo e para o povo.
Chegou à hora de dizermos não ao coronelismo, ao imperialismo, ao nepotismo e ao caciquismo. Lutemos por dias melhores, deixemos que saibam que existe um grupo de pessoas consciente em nossa cidade.


Meditação?
Reflexão?
Não creio que seja esse o foco.

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